Chá de Memória em homenagem aos 300 anos do Poxim encanta população

A Secretaria Municipal de Cultura promoveu na tarde de ontem (08), um Chá de Memória em homenagem aos 300 anos do Poxim com o tema: O Resgate da História do Poxim e emocionou a população. O evento aconteceu na Associação Beneficente Cultural Esportiva Poxim e contou com a presença da secretária de Cultura Thereza Beltrão, professor João Ribeiro de Lemos, vereador Hugo Beltrão, professores e alunos da Escola Municipal de Educação Básica General Góes Monteiro e comunidade local.

O chá de memória teve início com a fala da secretária de Cultura destacando a importância de se preservar, valorizar e guardar na memória a história do nosso povo.

Com o tema: O Resgate da História do Poxim a palestra do professor e historiador  Gerivaldo Chagas falou sobre a construção do patrimônio Poxim e da importância do professor Lemos nessa conquista por sua dedicação, habilidade e amor em cuidar das relíquias da comunidade. “Porque um fato importante que podemos registrar diante da história de uma comunidade ou de um país é o registro da própria história” disse o professor.

O evento foi marcado também por apresentações culturais como o Mané do Rosário, folclore típico do Poxim e de moradores contando curiosidades do Poxim. A apresentação do Mané do Rosário teve a presença da D. Maria Benedita dos Santos (Traíra) patrimônio vivo cultural de Alagoas.

Outro motivo muito especial foi o lançamento da segunda edição do livro: Poxim Terra de Histórias e de Mitos do escritor João Ribeiro de Lemos. Que fez dedicatória aos presentes e uma ampla abordagem sobre a história do município e precisamente do Poxim.

MANÉ DO ROSÁRIO

Grupo de mulheres e homens mascarados que dançam, pulam e se requebram ao som da Banda de Pífanos. O grupo do Poxim tem como líder Maria Benedita (Dona Traíra), que aprendeu com a vó e com a mãe a dança popular e hoje passa para filhos e netos, a banda de pífanos que acompanha o grupo é liderada por José Darci dos Santos (Darci Pifeiro), homem simples que viaja por todo o estado levando a música que anima o folguedo.

ORIGEM

A origem do folguedo é lendária. Surgiu no ano de 1762, quando estava sendo construída a Igreja de São José, padroeiro do Poxim (Coruripe). Naquele ano, na festa em homenagem ao santo, apareceram dois mascarados que brincavam e dançavam na porta da igreja. Todos os anos, por ocasião da festa, surgiam os mascarados e ninguém conseguia saber quem eram. No ano de 1766 sumiram, deixando a população saudosa.

A comunidade reunida resolveu copiar os trejeitos e as danças e como não soubessem o nome do autor da brincadeira, atribuíram o fato a MANOEL DO ROSÁRIO, pessoa que gostava de dançar Reisado e Maracatus.